O machismo seu de cada dia

Devasso é esse seu olhar de macho
Sobre o meu corpo
Jamais o meu vestir decotado

Respeite as fendas em minha roupa
Meu short curto
Meu top colado

A nudez da minha pele
Não convida seus dizeres depravados
Seu “ fiu-fiu” causa-me asco

Exponho as minhas curvas
Deixo-as respirar frescor
Secar minha carne ensanguentada
Do atrito diário com seu machismo
Explícito ou  velado, voraz

Sou mulher
Sou luta em forma de gente
Sou a força da voz que grita:
Macho, repense seus atos
Não sou eu o sexo frágil

Sou o útero que lhe deu vida
Sou a ninfa que lhe deu gozo
Mas antes
Sou sua semelhante
Sua igual, nada menos.


Tamara F. Menezes