Anverso Poético

Indagações a um amor inexistente


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Palavra lâmina


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Escritos Miúdos


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Miniconto sobre a Covardia


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Hemorragia

Como um devorador escroto de corpos
Apalpa mulheres
Seus corpos como carne barata num açougue
Mete a língua em sua(s) virilhas/vagina "pro" auto prazer
Goza em suas dores
Sobre a vunerabilidade exposta
Que tentam disfarçar.
Eu quero vomitar teu sexo
Quero me limpar de ti
Odiar teu toque ímprobo
Purificar meu ser das tuas loucuras
Esquecer a tua crueldade
De homem.

Tâmara F. Menezes


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Poema para a moça que com ele se deitou


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Tamara F. Menezes
"Antes de ser mulher sou inteira poeta" como já escrevera Hilda Hilst. Sinto poesia a vibra-me o corpo, num impulso a acionar-me. Escrever é, então, mais que externalizar, é um ato a confundir-se com a própria existência dessa minha alma, tão permeada por palavras. É uma urgência, não um hábito. É um ímpeto, um desejo a findar como poema. Já não calo, versifico. *Espaço dedicado a poesias e fotos autorais.
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