É errado, moço
Tocá-la
apenas pro seu prazer
Fazer dela paliativo
Pra dores
que ela desconhecia
É errado, moço
Se a
tateia, mas não a sente
Se a beija
com a mente ausente
Tornar-lhe
a forma inanimada
Diminuir-lhe
a alma...
Quando ela
esteve plena em seus braços
Você
moço,
Não foi
capaz de alcançar a vivaz presença dela
A
vitalidade do corpo ali exposto
Respeitar a
intensidade que ela transbordava
Saiba, mais que
sob seu tato
Ela teria
vibrado sob alguma verdade
Sob o
conforto de palavras densas
Mas você moço,
Afastou-se
como quem descarta
Num
silêncio monossilábico...
E ela
deixou-se ficar
A esperar
respostas não vindas
Teceu
conjecturas duras
E apesar da
amargura
Ela se
recomporá
Enquanto você moço, perpetua o conceito deturpado:
Julgando-se assim mais "másculo”.
É apenas mais um machista vil
De ego “viril”
e feitio tão laxo!
Tamara F. Menezes













