Quando lê minha escrita
despe meu corpo
desfronha minh'alma quente
em cada verso
meu pulsar latente
em cada estrofe
a decomposição lenta da minha mente
mas não me pode conhecer
achar que de mim sabe verdades
ali não há nem metade da minha densidade
eu peso lágrimas que não jorram
aprisiono gigantes que não gritam
o meu ser é mais infinito
não há páginas que o comporte
não há livro que o compacte
não há caneta que o descreva.
Tamara F. Menezes