A noite


A noite veio
beijar-te indolente
cerrou teus olhos
agora dormes meu ente.

Deixas os que aqui estão
nessa mazela humana de ser finito
Hei de gritar em mim
e choverá granizo.

Nada quero saber
desse outro mundo
de como é tudo mais lindo
o vazio há de ser fundo.


Até selar a dor
Acalento um encontro porvir
Futuro longínquo
Hão de convir!


Tamara F. Menezes








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