A Brisa



Tu és brisa
Branda e mansidão
Suavidade abrasadora
Sinto-te
Em meus cabelos esvoaçantes
Sobre meu tato, és arrepio
Repousas os lábios num frescor de beijo
A vibrar-me o corpo inteiro
Acalentando a minh'alma
Intermitente, haverás de cessar à janela
Restará um sopro de saudades
um vazio quente
...
Queria eu ser mar
Noite e dia
Deixar-me brisar.

Tamara F. Menezes 

Nenhum comentário:

Postar um comentário