Corpo Poético

Tenho porosidades poéticas
a transpirar os ardores de minh'alma
meu suor
é o verbo que não digo
minha saliva
é a canção que não entoo
a lágrima  em minha face
é palavra inaudível
Jorro  meu espírito em signos
escrevem-se versos
sobre minha tez 
Meu ser em impulsos elétricos
Taquicardia de ritmos
Sou folha branca
Inundada em silêncio
Esvaindo intensidade quente
Dilatando essa forma de gente
Em escrita divina!

Tamara F. Menezes



Nenhum comentário:

Postar um comentário