Você é machista, moço!

É errado, moço
Tocá-la apenas pro seu prazer
Fazer dela paliativo
Pra dores que ela desconhecia

É errado, moço
Se a tateia, mas não a sente
Se a beija com a mente ausente

Tornar-lhe a forma inanimada
Diminuir-lhe a alma...
Quando ela esteve plena em seus braços

Você moço,
Não foi capaz de alcançar a vivaz presença dela
A vitalidade do corpo ali exposto
Respeitar a intensidade que ela transbordava

Saiba, mais que sob seu tato
Ela teria vibrado sob alguma verdade
Sob o conforto de palavras densas

Mas você moço,
Afastou-se como quem descarta
Num silêncio monossilábico...
E ela deixou-se ficar
A esperar respostas não vindas

Teceu conjecturas duras
E apesar da amargura
Ela se recomporá

Enquanto você moço, perpetua o conceito deturpado:
Julgando-se assim mais "másculo”.
É apenas mais um machista vil
De ego “viril” e feitio tão laxo!

Tamara F. Menezes





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