à querida amiga Rose
Solta este cabelo que é espelho de sol
Exibe o riso lindo maior que as fundas dores
O meu ser deseja o seu bem
Ver o mundo devolvê-la a hospitalidade
De cada abraço seu que me foi afago
Tal como cada bicha, viada ditas
Sob nosso prisma peculiar de sermos amigas
Eu choro por não ser imune à saudade
Seguir é deixar tanto
Em cada partida sinto-me fragmentos dispersos
De seres aos quais me apego
Distância não finda amizade, bem sei
E não há saudade que o tempo não desarme
Meu choro é querer levar comigo
O cotidiano das banalidades matinais
É fazer sua boca tingir-se de coral outra vez
Desejo ficar
Para não deixar de ver
Essa força sua de ser vida
Essa graça sua de ser doida
Essa coisa sua de ter resiliência!
Tamara F. Menezes
Tamara F. Menezes

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